Terça, 19 Junho 2018 19:05

REIS realiza 30º Encontro com o tema Aprendizagem para Pessoas com Deficiência

REIS realiza 30º Encontro com o tema Aprendizagem para Pessoas com Deficiência

Empresas demonstram que, com programas estruturados e parceiros especializados, a Aprendizagem é uma excelente oportunidade onde todos ganham.

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A Rede Empresarial de Inclusão Social – REIS - realizou, no período da manhã do dia 15 de junho de 2018, no auditório da Natura NASP, o 30º Encontro aberto a empresas e instituições convidadas. O Encontro teve ampla participação do público, por meio de perguntas aos painelistas. Assim como em todos os eventos promovidos pela REIS, o 30º Encontro teve acessibilidade para todas as pessoas e contou com os parceiros institucionais HandTalk (acessibilidade para o site), K&K (Libras), Carpe Diem (recepção feita por pessoas com deficiência intelectual) e Ktalise (audiodescrição). A abertura foi feita por Gleycia Leite, gerente de RH da Natura, e Marina Leal, coordenadora de Diversidade da Natura, que apresentou as formas de atuação da REIS.

abertura reduzido

Para o primeiro painel, mediado por Ivone Santana, consultora e fundadora do Instituto Modo Parités, os palestrantes convidados foram a auditora fiscal do Ministério do Trabalho e coordenadora da fiscalização da Inserção de Aprendizes pela Superintendência Regional do Trabalho em Emprego do Estado de São Paulo, Alice Grant Marzano, e o médico do trabalho e auditor do MTb, coordenador do projeto de inclusão de pessoas com deficiência da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, coordenador da Câmara Paulista de Inclusão da Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho formal, e conferencista internacional que, em 2017, levou a experiência da Lei de Cotas brasileira em Kassel, na Alemanha, e em Boston, nos EUA, Dr. José Carlos do Carmo, Kal.

“O programa de aprendizagem pressupõe obrigações para as duas partes: o empregador tem a obrigação de proporcionar formação técnica, profissional e metódica compatível com o desenvolvimento físico, moral e psicológico do aprendiz, e a obrigação do aprendiz é de executar as tarefas com zelo de forma a vivenciar as informações recebidas”, explicou a dra. Alice Grant Marzano.

“Um aprendiz com deficiência não pode atender às duas leis de cotas, mas os programas estruturados de aprendizagem, realizados em parceria formal com o Ministério do Trabalho, permitem que, enquanto dure a aprendizagem e, de acordo com o número de aprendizes com deficiência, a empresa não seja autuada no cumprimento da lei de cotas para pessoas com deficiência”, disse Dr. José Carlos do Carmo, Kal.

Painel 1 reduzido

 

No segundo painel, mediado por Fernando Braconnot, consultor de Desenvolvimento e Diversidade da RD, foram apresentados os cases de Aprendiz com Deficiência da Natura, em parceria com a APAE SP; da IBM, em parceria com o Instituto de Oportunidade Social – IOS; e do Grupo Fleury, em parceria com o Instituto Ser Mais. Cada case teve um representante da empresa, um da instituição e um aprendiz, e todos explicaram os aspectos que facilitam e os que dificultam os processos de inclusão pelo programa de aprendizagem.

Seguindo a máxima “nada sobre nós sem nós”, o ponto alto do encontro foram os depoimentos de Fernanda Gomes (Natura), Robynson Desiderio (IBM) e Maicon Sousa Rodrigues (Grupo Fleury), integrantes dos programas de aprendizagem apresentados. “Meu sonho agora é fazer uma faculdade e ser efetivada na área de RH da Natura”, declarou Fernanda. “Eu me sinto importante para o negócio da IBM, sei que contribuo e que farei falta se sair”, afirmou Robynson. “Eu quero cuidar das pessoas, como eu aprendi no Grupo Fleury, por isso meu sonho agora é cursar Nutrição para cuidar da saúde das pessoas”, disse Maicon.

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Os encontros da REIS são organizados por integrantes do grupo diretor, que é composto por representantes das empresas Accenture, EY, IBM, JLL, Microsoft, Natura, RD, Serasa Experian, Sodexo  e TozziniFreire Advogados e pelas membros convidadas Eliane Ranieri, Ivone Santana e Silvia Tyrola.

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Sobre a Rede Empresarial de Inclusão Social

Em 2 maio de 2012, no 26º Fórum de Empregabilidade Serasa Experian, e com a participação de mais de 60 empresas e da Organização Mundial do Trabalho (OIT), foi lançada a ideia da criação de uma rede nacional de empregadores de pessoas com deficiência, tendo como base a rede mundial já existente na época, com o mesmo objetivo. Como as políticas e práticas de inclusão social e de diversidade são importantes pontos de atenção para os participantes, algumas das empresas se voluntariaram a criar a Rede. No mesmo dia formou-se o grupo diretor com representantes das empresas Accenture, EY, Dow, Gtcon, GPA, IBM Brasil, Magazine Luiza, JLL, Natura, Raia Drogasil, Serasa Experian e TozziniFreire Advogados. 

Além das 9 empresas que fazem parte do grupo diretor, há atualmente cerca de 100 empresas integrantes da Rede Empresarial. O grupo é citado em publicações da OIT como referência em trabalho empresarial em rede colaborativa, devido às suas realizações. A cada bimestre são realizados encontros abertos para todas as empresas da Rede.

As organizações do Terceiro Setor e as autarquias governamentais também participam como convidados dos encontros, que visam abarcar o máximo de segmentos, com vistas ao cumprimento de sua importante missão de propagar boas práticas de inclusão no trabalho por meio da soma e união das diferentes iniciativas da sociedade. A Rede disponibiliza ainda o site www.redeempresarialdeinclusao.com.br e manuais para implantação de boas práticas.

Fotos: Haroldo Oliveira

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